Arquitetura que serve a vida real.
Não começamos pelos metros quadrados. Começamos pela família que vai morar dentro.

Emanuel Souto e Natália Lourenço — Campina Grande, PB
De uma inquietação a um escritório que faz sentido.
Emanuel passou os primeiros anos fazendo o que a faculdade ensinou. Projetos modernos, fachadas impecáveis. Funcionava. Mas havia algo vazio. As casas saíam iguais — nada que respondesse ao lugar, ao clima, às pessoas que iam morar dentro.
Natália estava sentada atrás dele num evento em Brasília. Tiraram uma foto juntos. O que veio depois foi Fortaleza, namoro, noivado, casamento, quatro filhos — e a decisão de abrir um escritório juntos com propósito real.
Não foi uma virada brusca. Foi uma acumulação lenta de percepções: que casa boa é casa que serve à vida que acontece dentro dela. Que arquitetura feita com atenção real ao lugar é diferente de arquitetura feita pra feed.
Casa boa é casa que serve à vida que acontece dentro dela.
O nordeste tem materiais próprios que envelhecem bonito. Casa que respeita o sol e o vento custa menos pra viver. Cliente não compra metragem — compra a vida que aquela casa vai abraçar.
Por isso a gente começa onde a maioria dos arquitetos termina: entendendo o coração da família que vai morar na casa.

Cacto que floresce no semiárido — onde parece impossível florescer.
É essa força que a gente traz pra cada projeto. A capacidade de criar algo vivo, enraizado e bonito mesmo onde o terreno é difícil, o orçamento é real e as demandas da família são complexas.
O mandacaru não imita outras plantas. Ele é exatamente o que o lugar pede que ele seja. É assim que o Cactos trabalha.
Dois arquitetos em cada projeto. Do início ao fim.
Entrou em arquitetura numa escolha entre programação e projeto. Passou anos incomodado com casas que saíam iguais — bonitas, mas vazias de lugar. Foi nessa inquietação que encontrou a arquitetura vernacular nordestina: materiais reais, clima respeitado, identidade que não se imita.
Partido bioclimático, eficiência energética, materiais vernaculares e relação com o terreno.
Chegou à acessibilidade antes do Cactos existir. No primeiro escritório do casal, projetava para pessoas com deficiência e autistas — trabalho com sentido real. Esse olhar não saiu quando o Cactos nasceu. Virou parte do DNA: toda casa do Cactos pensa nas pessoas de dentro, todas elas.
Acessibilidade integrada desde o projeto — não como adaptação, como inteligência.
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